TIPOS DE CÂNCER
Câncer Ósseo

O que é?

    Os tumores ósseos são proliferações de células anormais nos ossos. Os tumores ósseos podem benignos ou malignos. Os tumores ósseos também podem ser primários – tumores originados no próprio osso – ou metastáticos – cânceres originados em outros locais do corpo (p.ex., mama ou próstata), os quais, a seguir, propagam-se ao osso. Tumores ósseos primários são raros (menos de 1% de todos os tumores malignos) e são mais comuns em homens jovens. Os tumores ósseos malignos incluem osteossarcomas, Sarcoma de Ewing, fibrossarcomas e condrossarcomas. As lesões metásticas dos ossos normalmente são provenientes de câncer de mama, pulmão, próstata, rins e tireóide. Estas formas de câncer geralmente afetam pessoas idosas.

Como ele se manifesta?

    Dor óssea é o sintoma mais comum desse tipo de tumor. Além disso, pode ser observada uma massa ou uma tumefação. Algumas vezes, um tumor, principalmente se ele maligno, pode levar a enfraquecimento e fratura do osso com pouca ou nenhuma sobrecarga (fratura patológica).

Como fazer o diagnóstico?

    Um indivíduo que apresenta uma articulação ou um membro persistentemente doloroso deve ser submetido a um estudo radiográfico. No entanto, as radiografias somente revelam a presença de uma anormalidade, sem indicar se o tipo de tumor (benigno ou maligno, ou que tipo de célula é a causadora do problema. Um procedimento cirúrgico (biópsia) para se obter uma amostra adequada para diagnóstico costuma ser necessária. O planejamento da biópsia requer considerável estudo e estratégia, com a finalidade de nos certificarmos de que qualquer procedimento cirúrgico subseqüente, não seja prejudicado por alguma complicação.

Quais os principais tratamentos?

    O tratamento pode incluir uma combinação de drogas (quimioterapia), cirurgia e radioterapia. A maioria dos casos vai demandar uma ou mais estratégias no tratamento. O manejo multidisciplinar, com fisioterapia experiente, é fundamental para recuperação e minimizar complicações.

Quem eu devo procurar?

    A maioria dos pacientes é diagnosticado por clínicos e ortopedistas. O manejo da doença oncológica deve ter a presença de um oncologista e cirurgião com treinamento oncológico pertinente.

Quais os fatores de risco?

    A causa exata da maioria dos tumores ósseos não é conhecida. Em uma quantidade de casos de câncer ósseo, muito pequena, parece ter um vínculo hereditário. Crianças com síndrome de Li-Fraumeni (mutações genéticas do gene P53) têm uma tendência para desenvolver vários tipos de câncer, entre eles o osteossarcoma. O retinoblastoma hereditário, um tumor de olho, que também tem uma associação genética, é um fator de risco para adquirir o osteossarcoma. A radioterapia utilizada no tratamento do retinoblastoma pode aumentar o risco de osteossarcoma nos ossos do crânio; a doença de Paget, é uma doença benigna que normalmente só atinge pessoas com mais de 50 anos de idade, mas pode ser uma condição pré-cancerosa que afeta mais do que um osso, atingindo crianças, também, a osteogênese imperfeita, ou desenvolvimento desordenado do tecido ósseo. Tirando a situação em que o Sarcoma de Ewing é mais comum entre meninos da cor branca, não existe um fator ambiental ou outra característica que tenha demonstrado uma associação forte com o tumor. As condições descritas são muito raras e correspondem a apenas uma pequena fração dos casos de osteossarcoma, mas indicam que a chave da compreensão da doença estará no estudo genético, ou seja, do crescimento celular e do seu desenvolvimento.

Prevenção - Como realizar?

    Não existe exame recomendado de rotina para deteção precoce (triagem) de câncer ósseo. Todo paciente com história de câncer deve seguir as recomendações de seu médico e realizar investigação adequada (cintilografia, radiografias, ressonâncias e exames de sangue) na suspeita de lesão óssea.

Após o tratamento como fazer acompanhamento?

    O seguimento de pacientes com câncer ósseo vai depender do tipo específico de lesão.