TIPOS DE CÂNCER
Câncer de Mama

O que é?

    Câncer é uma doença que se caracteriza pelo crescimento descontrolado de células anormais, que tem a capacidade de invadir e disseminar para outras partes do corpo através do sangue e do sistema linfático.

    O câncer originado na mama é denominado de Câncer de Mama.

Como ele se manifesta?

    O câncer de mama inicial geralmente não causa sintomas, mas a medida que o tumor cresce ele pode ocasionar determinadas alterações, tais como:
    • Nódulos ou caroços na mama ou axila;
    • Mudanças no tamanho ou formato da mama;
    • Retrações, ulcerações, vermelhidão e inchaço, na pele da mama;
    • Inversão ou secreção pelo mamilo;
    • É importante salientar que a maioria dos nódulos de MAMA, representam tumores benignos e não câncer.

Como fazer o diagnóstico?

    Através do exame físico mamário, realizado por um profissional de saúde capacitado, e de exames de imagem, principalmente a mamografia. A mamografia deve ser realizada periodicamente, conforme a indicação médica.

Quais os principais tratamentos?

    As mulheres com câncer de mama possuem várias opções de tratamento. A cirurgia seja ela conservadora (retirada de parte da mama), ou radical (retirada de toda a glândula), seguida ou não de reconstrução mamária nos casos de radicalidade, é o tratamento mais comum. Ela normalmente é complementada pela radioterapia sobre a mama. A terapia sistêmica (que trata todo o corpo) é representada pela quimioterapia, hormonioterapia e as denominadas terapias-alvo.

Quem eu devo procurar?

    O mastologista, que é o médico especialista em doenças da mama, é o profissional de saúde mais capacitado para esclarecer eventuais dúvidas em relação à saúde mamária.

Quais os fatores de risco?

    Qualquer coisa que aumente a chance de alguém ter uma doença específica (câncer de mama, por exemplo) é denominada de fator de risco. Ter um fator de risco não significa que a pessoa irá desenvolver a doença, assim como, não ter nenhum fator de risco não confere proteção absoluta.

    Os fatores de risco para câncer de mama incluem:
    • Idade avançada;
    • Menstruação precoce (antes dos 12 anos);
    • Menopausa tardia (após os 52 anos);
    • Nunca ter tido filhos ou ter tido o primeiro filho após os 20 anos;
    • História pessoal de câncer de mama ou de determinadas doenças proliferativas da mama;
    • História familiar de câncer de mama e/ou de ovário;
    • Radioterapia prévia sobre o tórax;
    • Terapia de reposição hormonal com estrógeno e progesterona na pós-menopausa (por mais de 5 anos);
    • Alcoolismo;
    • Obesidade na pós-menopausa.

Prevenção - Como realizar?

    Prevenção significa tomar determinadas atitudes para diminuir o risco de contrair determinada doença. No caso de câncer de mama não existem medidas efetivas o suficiente para prevenir o aparecimento da doença na população em geral.

    Existem medidas gerais que podem ser utilizadas, tais como: alimentação saudável, combater o sedentarismo com a prática de esportes, emagrecer, parar de beber.

    Nas mulheres com alto risco para a doença existem medidas mais eficazes (medicações e cirurgias redutoras de risco), porém com sérios efeitos adversos.

    A maneira mais eficaz de prevenção no câncer de mama é através da chamada prevenção secundária, na qual não se consegue evitar o aparecimento da doença, porém detecta-se ela precocemente, o que acarreta em melhora no tratamento e na sobrevida das pacientes. A forma mais eficaz de prevenção secundária é através do exame físico mamário acompanhado da mamografia.

Após o tratamento como fazer acompanhamento?

    O acompanhamento das pacientes tratadas por câncer de mama é feito geralmente através de consultas seriadas com o mastologista e o oncologista clínico, nas quais é realizado o exame físico das mamas, acompanhado periodicamente de exames de imagem, sendo o principal a mamografia. Em casos em que a mamografia não se mostra suficiente, geralmente complementa-se com ultrassonografia mamária ou eventualmente com ressonância magnética mamária. A solicitação destes e outros exames, tais como: RX tórax, ultrassonografia abdominal e cintilografia óssea, devem ser feita criteriosamente, segundo a avaliação do médico.